Como é salutar “conversar”. Em singulares diálogos, aprenderemos, ensinaremos, trocaremos experiências, desabafaremos, daremos e receberemos conselhos. Enfim, uma espécie de entendimento mútuo que nos fará bem, especialmente quando a comunicação for confiável, verdadeira e equilibrada. Todavia, existe um impedimento que é fundamental para que a conversa seja eficaz e destituída do perigo de vazamento de informações ou simplesmente fique livre de uma inconfidência, que é:
- Com quem você conversa e quem escuta esses diálogos.
Há conversações que são públicas e não trazem maiores cuidados, já que são adequadas a todos os tipos de personalidade, entendimento e maturidade. Para participar de tais reuniões ou encontros, não é necessária uma maior reserva, pois o que é dito não carrega grande responsabilidade, até mesmo em sua divulgação.
- Alguém muito rico não deve sair conversando por aí, demonstrando a qualquer um o que possui. Muito embora não ache conveniente dizer a ninguém o que se tem, todavia certas coisas entre os “mais abastados financeiramente” são até aceitáveis, já que são possuidores do mesmo nível social e do mesmo raciocínio em relação ao âmbito financeiro. O indivíduo rico pode e deve ter amigos pobres, mas não deve constrangê-los com revelações sobre o que possui, pois o mais simples não terá o desenvolvimento emocional suficiente para lidar com tal deslumbramento. Então, não se deve conversar sobre determinados assuntos, especialmente quando alguém não tiver maturidade para entender o contexto da argumentação.
Compreender as circunstâncias existenciais é um ponto importante para reconhecer quando o assunto é público ou privado. Nem todos terão discernimento, intelecto, sabedoria e conhecimento para conviver com certos contextos que acontecem contigo e que devem permanecer na privacidade. É salutar tratar todos bem e, com alegria, compartilhar nossas histórias; todavia, viver não é simples, e certos “procedimentos” devemos limitar aos mais íntimos.