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sexta-feira, 20 de março de 2026

ESTÃO FALANDO DE VOCÊ!

Geralmente, quando alguém nos avisa que estão falando de nós, perguntamos: bem ou mal?

O certo é que a maioria das pessoas se inquieta com o que estão falando delas, sendo uma combinação de mera curiosidade e preocupação.
A complicação pode ser estabelecida quando alguém pronuncia: “Fulano está falando mal de você!” Aí é que está o nó da questão, isto é, o ponto crítico da conjuntura. Nesses casos, como se deve proceder?
Sou um pouco retraído, ou melhor, “prevenido” quanto ao já conhecido LEVA E TRAZ (evidente que não são todos os informantes que procedem assim), que é aquele que nem se considera fofoqueiro, mas que compartilha informações a nosso respeito que ouviu dos outros, acreditando estar ajudando ou nos alertando.
Se um indivíduo me alertar que outra pessoa está falando mal de mim, tenho as seguintes opções:
  1. Ouvir tudo e me chatear, e até mesmo revidar.
  2. Nem sequer ouvir.
  3. Comunicar ao mensageiro: “Vamos fazer uma chamada de vídeo ou então ligar para aquele que falou de mim e tirarmos isso a limpo.” Duvido que o linguarudo* concorde com esta alternativa, pois pode ser desmascarado da farsa se for mentira ou então entrar em rota de colisão com aquele que possa estar falando de mim.
É evidente que as duas últimas alternativas são as mais coerentes e acertadas.
Tenho um conselheiro/mentor que, a respeito do assunto, sempre declara que: “Aquele que nos traz uma informação deste tipo, ou seja, que estão falando mal de nós é uma pessoa perigosa, e que também devemos tomar cuidado com ela”. O aconselhador ainda complementa: “Mesmo que seja verídica a informação, pode inflamar ainda mais a situação, ocasionando uma confusão desnecessária”. A respeito do assunto, o livro bíblico de Provérbios 6.19 preceitua que: “Deus abomina aquele que semeia contenda”. Falar para o outro que alguém está falando dele é: PROVOCAR DISCÓRDIAS. Nesta atitude impensada, no mínimo, a inimizade ocorrerá, quando não descambar** para coisa pior.
Mas e aí, e se alguém estiver falando mal de um amigo seu, o que você deve fazer?
Simplesmente afirmar: "Vá dizer a ele o que está me dizendo, e não me use como garoto de recado ou intermediário para desavenças." Muitas vezes, a pessoa quer nos usar para comunicar algo a um sujeito que não tem coragem de expressar pessoalmente, e aí “caímos como um patinho”.***
O que alguém pensa de você, certamente um dia você saberá. E se chegar até você qualquer falatório desse tipo, procure se certificar da verdade. A princípio, nem acredite, nem tampouco desacredite. Aja de maneira sábia, criteriosa e discreta, como um ilustre juiz ao julgar um processo. E, na posse de maiores informações, tome as medidas pertinentes. Se for verdade, afaste-se de quem fala mal de você por trás, e que se utiliza de pessoas “inocentes” ou até mesmo mal-intencionadas para te chatear com fuxicos.
Quando você se porta de maneira correta, séria e ajuizada, as más acusações não ecoarão, já que a sociedade já reconhece o seu comportamento. Devemos viver de uma forma que um oponente qualquer nunca tenha razão para nos acusar de um mau procedimento.
Falaram mal de você?
Não retribua o mal com o mal. Em vez de partir para a retaliação, entregue a chateação a Deus, através de uma oração, e Ele te fará justiça. Aqueles que, porventura, te difamaram serão envergonhados (1 Pedro 3.16). Deus é o justo juiz e cuida da honra dos seus filhos. Assim, entregue o teu caminho ao Senhor, confia Nele, e Ele tudo fará (Salmos 37.5), pois toda a arma forjada contra ti não prosperará.
Por outro lado, se alguém está falando bem de você, agradeça, mas não se envaideça, e viva de uma maneira que quem te exaltou não seja contestado. E quanto àquele que costuma “repassar” para alguém coisas negativas que outro está falando, pondere, avalie e observe se isso precisa realmente ser passado para frente. Penso, que o melhor é cortar o mal pela raiz.

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*Mexeriqueiro, falastrão, indiscreto.

**Derivar, tender.

***A expressão “caímos como um patinho” significa ser facilmente enganado, cair em uma armadilha, acreditar em uma mentira ou ser ingênuo em uma determinada situação.

sexta-feira, 13 de março de 2026

CHATO, EU?

 

Você é uma pessoa chata?

Está aí uma pergunta que muitos não sabem o que responder. 
Quem se mostra irritante e faz questão de ser assim não dá a mínima para o que o outro pensa, pois já está convencido de sua chatice. Em relação aos que possuem incertezas sobre tal condição, tenho uma revelação curiosa e até encorajadora para compartilhar: “Aquele que possui dúvidas se é chato ou não pode até nem ser.” Porque, pode perguntar alguém?
A dúvida, na maioria das vezes, compromete a certeza. E, desta forma, quem se acha chato e é medianamente equilibrado e se preocupa com tal condição pode realmente nem possuir esse perfil. 
O certo é que, na grande maioria dos casos, a pessoa sabe quando é chata, já que as consequências de seus atos acompanham essa inconveniência. Como um grande exemplo, tem-se: 
  • Aquele que convive em um condomínio e não dá bom dia, bem como não cumprimenta ninguém. Não se enganem, os demais moradores comentarão sobre tal procedimento inapropriado.

Em termos de comportamento, todos possuem defeitos e, tirando esta particularidade universal, uma pessoa pode até ser tida por muitos como um “chato de galochas”,* mas, para alguém que tenha afinidades com a mesma, ela não será considerada chata. Então, vamos nos aprofundar nesta composição para reconhecer quem é realmente chato. 

Há uma frase bem conhecida que é: “Quer ser bom, morra.” É um ditado popular ou uma máxima irônica, quando, por vezes, se valoriza mais as memórias de quem já morreu do que a pessoa em vida. Em síntese, muitos passam a ser considerados bons ou agradáveis quando morrem, quando, de fato, nem eram! Pois bem, recentemente, uma pessoa bem “conhecida” faleceu na cidade em que resido. Muitos ficaram comovidos, com homenagens nas redes sociais e na mídia em geral. Sou sincero e confesso que também fiquei abalado, pois o conhecia; entretanto, não vou esconder um sentimento íntimo: muito embora reconhecesse nele excelentes qualidades, achava-o um pouco chato na convivência.
Quando nos aprofundamos sobre o que é realmente ser chato, automaticamente entendemos que é aquele que causa aborrecimento, ou é repetitivo, monótono, egocêntrico, ranzinza e que reclama de tudo. Este tipo de pessoa não demonstra consideração por ninguém e se acha no direito de monopolizar conversas ou situações.
Quando nos adentramos no âmbito bíblico, percebemos de forma sintética que alguns chatos são aqueles:
  • Que falam demais e de forma inoportuna:  As palavras de alguns ferem como espada de dois gumes; todavia, a língua dos sábios promove a cura." (Provérbios 12.18).
  • Que buscam contendas: "O homem irritável provoca dissensão, mas quem é paciente acalma a discussão."  (Provérbios 15.18).
  • Que são difíceis de conviver: "Não se torne amigo de quem vive de mau humor, nem ande em companhia de pessoas iradas e grosseiras; do contrário, você acabará se tornando igual a elas e será castigado da mesma maneira." (Provérbios 22.24-25).  
  • Desprovidos de sabedoria e que vivem praticando bobagens: "Afaste-se do tolo, pois em seus lábios não se encontra conhecimento." (Provérbios 14.7) 
  • Que são orgulhosos e escarnecedores** e que se acham os melhores: "Mande embora a pessoa orgulhosa, e acabarão os desentendimentos, as discussões e os xingamentos”. (Provérbios 22.10).

Como já expus algumas considerações gerais sobre a chatice, não esquivarei nesta redação o que entendo como peculiaridades de um sujeito desagradável. Para tanto, observo como um chato em potencial aquele que:

1. Se acha um "sabe-tudo" 

Aquele que conhece tudo e não te deixa nem expressar uma opinião em contrário é um chato. É o verdadeiro sabichão, e, para ele, ninguém sabe mais do que ele.

2. É inconveniente ou um crítico contumaz:

Aquele que faz brincadeiras irônicas com o semelhante, sempre tentando colocá-lo para baixo, também é um chato. É o crítico regular, e tudo o que ele faz é melhor do que o dos outros, zombando da condição alheia.

3. Não tem empatia:

Geralmente, o chato não está nem aí para o que o outro pensa ou está vivenciando de ruim. O mundo é só “ele” e ponto final. Não se incomoda se um conhecido está bem ou não. O que se pode deduzir deste tipo de indivíduo é que, além de não possuir o mínimo de empatia, ainda é um egoísta nato.

4. Necessita ser o centro da atenção:

Reconhece alguém que fala alto demais em um ambiente silencioso? Pode estar escondendo um chato ou ainda uma necessidade de ser o centro da atenção. Em regra, este tipo de pessoa carrega um problema emocional não tratado. Por não ter consciência disso, passa a substituir tal contexto, querendo se autoafirmar.

5. É arrogante:

Pelo menos para mim, a arrogância é o que mais denota um chato. O arrogante é a chatice em pessoa, pois o orgulho toma conta de sua vida. Fuja deste tipo de convivência, pois o arrogante não valoriza os outros.

6. Não aceita conselhos:

O indivíduo chato normalmente rejeita conselhos. É o chamado “turrão”, ou seja, é cabeça-dura e determinado no que pensa. É resistente a qualquer tipo de opinião, pois ele se acha acima do bem e do mal. Os chatos não entendem que precisam melhorar e não dão atenção ao que os outros consideram.

7. Tem comportamento invasivo ou é humilhante:

Sabe aquele que fica fazendo perguntas estranhas sobre a sua vida, tipo: Quanto você ganha e qual é o seu carro? É um inconsequente e desagradável. Todavia, considero que o chato mais indelicado é o humilhante, tipo aquele cliente de um restaurante que ofende o garçom. Já observei esse tipo de cena e nunca mais me sentei à mesa de quem assim procedeu.

O conselho final é que não devemos rotular*** alguém de chato antes de conhecê-lo melhor. Entretanto, se alguém apresentar um ou mais dos sinais acima detectados, essa pessoa é chata e precisa mudar, sob pena de afugentar as pessoas, em vez de atraí-las. 

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*Chamamos de "chato de galochas" uma pessoa inconveniente, com comportamento socialmente desagradável, que insiste em assuntos desinteressantes. É como se fosse um "chato especial", ou seja, mais chato que o habitual. 

**Sarcásticos, zombadores.

***Classificar, considerar, qualificar.

sexta-feira, 6 de março de 2026

TRATAR BEM!

Presenciei uma entrevista interessante em que foi perguntado a um famoso cantor brasileiro o que achava de outro artista, ao que ele respondeu: - “É gente boa, já que me trata bem!” Tirando a obviedade da resposta, no que tange à coerência de um bom tratamento, isso também indica que a pessoa evidenciada como exemplo possui uma educação apropriada. Muito embora ninguém possa ser considerado uma pessoa decente apenas pela condição de tratar os outros adequadamente, pois alguns bandidos ou pessoas malignas são fascinantes e corteses.

Numa reunião de condomínio, um síndico amigo, ao se comunicar com os demais coproprietários, narrou um fato entre inusitado e inconcebível, que foi o seguinte:
  • Uma moradora de um determinado prédio de apartamentos perguntou ao administrador se era obrigado a cumprimentar uma pessoa desconhecida no elevador. Parece até piada, mas não é! Ele quase que respondia, segundo nos informou, que uma pessoa educada geralmente cumprimenta seu semelhante, mas, para não ferir a sensibilidade alheia, apenas afirmou que essa atitude dependia de cada um.

Aqueles que são indelicados no tratamento social não entendem que quem mais sofre no ato de destratar o outro é o próprio agente. Além da falha pessoal em agir de maneira descortês, também cultivam uma série de pessoas descontentes com seu mau comportamento. Nem sempre estaremos dispostos ou com o emocional equilibrado, mas devemos tratar adequadamente o semelhante, mesmo que seja com um rápido aceno.

Quando tratamos bem, na maioria das vezes, também seremos bem tratados, além de cultivar bons relacionamentos que nos poderão trazer, além de uma simpatia natural, outros benefícios.
Alguém pode questionar: como poderão ocorrer tais benefícios?
Responderemos com uma situação teórica, mas plenamente possível, em que dois candidatos concorrem a uma mesma vaga de trabalho, e ambos são praticamente iguais em competência prática e curricular, sendo inteiramente aptos para o cargo. Por coincidência, eles moram no mesmo prédio do executivo da empresa que está oferecendo o emprego. E, por vezes, encontravam-se no elevador com o gerente, sem que ambos conhecessem nada dele, ou seja, qual era a sua ocupação verdadeira. Só que um deles era super educado e cordialmente cumprimentava-o. Já o outro pretendente não olhava nem para o representante da firma, sem proferir um simples "bom dia".
Pois bem, na seleção final, quem foi o contratado pelo gerente?
Claro que foi o cidadão mais educado e sensato em seu comportamento.
Excetuando alguma excepcionalidade, quando a pessoa realmente não me reparou, fico entre surpreso e desconfiado quando alguém que me conhece passa ao meu lado e não me cumprimenta, e depois vem com um “pretexto falso e ilógico” de que não me viu. É uma conversa mole para boi dormir,* ou melhor, uma desculpa esfarrapada ou uma mentira contada com o objetivo de iludir. 
Não sejamos ingênuos, mas, quando uma pessoa quer falar contigo ou te tratar adequadamente, ela te conhece até de costas, chamando pelo teu nome e te cumprimentando efusivamente.** 
Muitos pensam que aquele que trata os outros bem possui uma qualidade especial. Nada disso, pois é uma obrigação proceder gentilmente com qualquer semelhante. Assim, trate todos como você gostaria de ser tratado e, principalmente, seja afetuoso com os mais humildes e com aqueles que não têm nada a te oferecer, não esquecendo que: A SIMPATIA ATRAI, JÁ A ANTIPATIA ESPANTA.


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*"Conversa mole para boi dormir" significa uma conversa fiada, sem importância ou enrolação, muitas vezes com a intenção de enganar ou iludir.

**Calorosamente, entusiasticamente.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

QUANDO DEUS DIZ “NÃO”, É “NÃO”!

 

Tempos atrás, Deus falou ao meu coração que eu deveria me afastar de um determinado ambiente. Na minha teimosia, passei um tempo sem ir e depois retornei. Aí, tomei uma firme decisão: “Não frequentaria mais o recinto”, pois não me agregava em nada aquele local.”
É relevante ter o foco naquilo que Deus quer para a nossa vida e não perdermos tempo com amizades, ambientes ou algo que não edifique. Por isso, defendo enfaticamente a expressão: quando Deus diz “não”, é “não”; principalmente para aqueles que se propõem a obedecer à vontade divina.
Uma vez ou outra, não entendemos o agir de Deus, mas Ele conhece tudo e ouve diálogos que não escutamos. O problema é que queremos dar o nosso jeitinho, o que não é acertado. O Senhor conhece TUDO através de Sua onisciência* e nós “simplesmente” não sabemos nada do que nos reserva daqui a um minuto ou o que nos espera na próxima esquina. A luta interna é enorme entre como devemos proceder e o que não fazer. Constantemente, nos comportamos inadequadamente ante os propósitos de Deus.
O NÃO de Deus baseia-se na Sua sabedoria superior, bem como no conhecimento da completude que norteia o universo e todas as coisas. Esse NÃO, quando é para o nosso bem, se fundamenta no SEU ETERNO AMOR e no sentido de proteção, agindo como um direcionamento pertinente e nos livrando daquilo que possa nos machucar. O não de Deus nos livra de uma trajetória que, se não fosse impedida, nos levaria a sérias e nefastas consequências. Nós é que somos complicados e, às vezes, arrogantes, e não queremos aceitar um não, mesmo que seja do Senhor.
Deus é gracioso, misericordioso e benevolente; todavia, quando Ele negativa algo, é PONTO FINAL, e quem se recusar a atender “sofrerá” os efeitos da desobediência.
Em relação ao que foi noticiado na introdução do texto, o fato é que, depois de um bom tempo de reflexão, quando nem precisava (já que Deus tem sempre razão), entendi que o conselho divino referente ao ambiente do qual deveria me afastar era mais do que acertado. Fazendo jus ao versículo bíblico: “Você não entende agora o que estou fazendo, mas algum dia entenderá” (João 13.7 – versão NVT); e, no caso em questão, o tempo me mostrou que Deus estava certo (E quando Ele erra?), e eu é que perdi tempo em não ter atinado logo para a proibição. Quando recebemos o não de Deus, devemos cumprir imediatamente a ordem, mesmo que não entendamos no momento.
Ainda bem que Deus não atendeu a todos os meus desejos, pois pedi cada coisa a Ele que, se fosse atendido, eu estaria em maus lençóis** e talvez com múltiplas dificuldades para resolver.
Por vezes, agimos como crianças, imaginando que compreendemos inteiramente a vida, colocando nossos sentimentos e planos pessoais acima do que “Deus concebe.”
A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Romanos 12:2), e aceitemos o “não” divino, compreendendo definitivamente que o amor DELE é tão intenso que, em determinadas situações, não satisfará os nossos desejos, já que só Ele sabe o que é melhor para cada um de nós.
Entendam que Deus tem guardado para Seus filhos bênçãos sem medida que nos contentarão plenamente. E ainda por cima, o "não" do Senhor nos protegerá do mal e dos infortúnios. 
Assim, quando “DEUS” sinalizar “NÃO” para algo, como, por exemplo, ir a um determinado local, a mínima consequência que sentirás ao desobedecer a ordem divina será uma decepção, quando não for algo mais sério.

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*Saber absoluto, pleno; conhecimento infinito sobre todas as coisas.

** A expressão "estar em maus lençóis" significa encontrar-se em uma situação difícil, complicada, embaraçosa ou perigosa.