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quarta-feira, 15 de julho de 2026

SUBESTIMAR

Subestimar é atribuir a alguém ou a algo uma importância menor. No sentido mais comum, é o mesmo que menosprezar.

Tenho como costume não subestimar ninguém, nem desmerecer certos contextos em que estou envolvido. De igual maneira, não gosto de ser subestimado (quem gosta?), principalmente quando uma pessoa se aproxima, querendo brincar com o meu senso de discernimento. O famoso dito “Querem subestimar a minha inteligência” ocorre por demais nas relações humanas, quando alguém não dá o devido mérito, respeito ou crédito à capacidade de outrem, julgando o semelhante como menos capaz.
Costumo comentar com os mais chegados que determinadas pessoas pensam que só elas sabem das coisas, imaginando que os outros são ingênuos. Entendo que alguns se portam como massa de manobra*, mas a grande maioria consegue PENSAR. Alguns indivíduos acreditam ou possuem a certeza de que o "povo é besta", quando concebem que grande parte da população é tola, desinformada ou facilmente manipulável.
As redes sociais acarretam coisas prejudiciais; todavia, entendo que trazem muito mais contextos positivos, tais como tornarem as pessoas mais informadas. Certa vez, contemplei duas operárias conversando sobre a situação política de uma determinada cidade e, para minha admiração e satisfação, ambas estavam bem atualizadas, pelo que pude observar da conversa. Foi-se o tempo em que poucas pessoas sabiam de algo ou tinham acesso à informação.
O conhecimento faz com que alguém tenha referência sobre o assunto que se propõe a comentar. Lembro de um fato que vem a propósito sobre se manter sempre informado, que é o seguinte:
  • Um repórter entrevistou Adolf Hitler e lhe fez a seguinte pergunta: - Do que o senhor tem mais medo? Aí, o Führer** simplesmente respondeu: - Tenho medo de uma pessoa bem informada. O jornalista ficou surpreso, pois esperava uma resposta mais contundente, totalmente diferente do que recebeu.
Não é difícil entender a resposta de Hitler. Assimilo que o ditador imaginava em seu coração que o indivíduo informado é bem mais complexo de ser manipulado, pois ele tem a noção do que se passa, não devendo ser subestimado, já que não é facilmente enganado. Não desvalorizemos ninguém! Devemos dar o devido valor e respeitar o potencial do semelhante, evitando inferiorizar sua capacidade, inteligência ou força de vontade.
Ao nos deslocarmos de nossa residência, tenhamos em mente que encontraremos pessoas inteligentes, que nem sempre, à primeira vista, serão detectadas, mas nem por isso devem ser depreciadas. Não devemos subestimar os outros, da mesma forma que não gostamos que nos subestimem. Absorvam que não sabemos de tudo. Aquela capacidade que nos falta pode sobrar no semelhante e vice-versa.
Assim, vamos evitar pensar que alguém não é capaz de algo, pois muitas vezes temos o desconhecimento do que ele é apto a fazer por detrás de uma aparência que não chama atenção.  Que tenhamos a sabedoria e a informações necessárias, e, principalmente o reconhecimento do que significamos para Deus, pois tal combinação impossibilitará que soframos com as consequências de uma depreciação qualquer. Além disso, não devemos esquecer que muitos se perderam por menosprezarem os adversários ou subestimarem as circunstâncias. 
 
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*Massa de manobra é uma expressão utilizada para descrever um grupo de pessoas que é manipulado, influenciado ou conduzido por terceiros para servir aos propósitos desses agentes, geralmente sem que o grupo tenha plena consciência de que está sendo usado.

**Führer é uma palavra alemã que significa literalmente "líder", "guia" ou "condutor". Derivada do verbo führen (conduzir), é uma palavra comum no idioma germânico, mas ganhou notoriedade histórica ao ser adotada como título por Adolf Hitler durante o regime nazista.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

PARE POR AÍ!

Meu saudoso pai utilizava muito uma expressão, quando não estava gostando de algo que eu, meus irmãos ou os mais chegados estavam fazendo, que era: “PARE POR AÍ”. Tal expressão demonstrava sua insatisfação com aquilo que não estava correto, e a citada intervenção era uma sábia demonstração de que algo não se mostrava adequado, pelo menos ao seu ver. E geralmente ele acertava em suas ponderações.

Transporto tal frase para o nosso cotidiano, quando alguma coisa não está seguindo o rumo correto. Por vezes, estamos em um relacionamento desacertado e não temos coragem de parar o que não deve ser continuado, quando o mais certo é interrompermos imediatamente e dar um FIM a essa conexão. Descontinuar em casos específicos é sinal de maturidade e sabedoria, pois ao prosseguir em situações das quais devemos fugir, pode-se trazer uma série de insatisfações e até mesmo grandes contrariedades.
Você conhece alguém que, ao longo da jornada, só te traz chateações? É preciso ter coragem e bradar: "Paro por aqui!" O maior problema é que, às vezes, a EMOÇÃO sobrepuja a RAZÃO, e daí falta coragem para sinalizar com um PARE definitivo, ou que pelo menos possa amenizar ou melhorar um determinado contexto.
De igual forma, é aquilo que não está dando certo na sua vida, seja por erros praticados ou por uma determinada empreitada que não está sendo realizada a contento* e que deve ser detidamente analisada e, se possível, parada imediatamente.
Também no lado espiritual, DEUS ordena que paremos com aquilo que está LHE aborrecendo e, como consequência, nos prejudicando. O pecado é uma situação que deve ser interrompida desde já, pois impedirá que as bênçãos do SENHOR se tornem explícitas em nossas vidas. Para tanto, é necessário obedecer ao que está delineado em Tiago 4:7, que ensina que devemos nos submeter a Deus e resistir ao diabo, para que ele fuja.
Assim, PARE POR AÍ, para tudo aquilo que te faz mal.

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*A expressão “a contento” significa algo feito de modo satisfatório, que atende às expectativas ou agrada.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

ELES SÓ PENSAM NELES

Possuo uma forte convicção de que a grande maioria dos acidentes de trânsito é originada por dois fatores em potencial:

  • Imprudência.
  • Egoísmo, quando o motorista não observa o direito ou a condição do semelhante.

Ao me deter em uma observação mais apurada, empregarei aqui algumas situações vivenciadas por mim em rodovias, que fundamentarão ainda mais a minha constatação inicial, que são:

  1. Um carro transitava em excessiva velocidade, quando o motorista, numa insistência obstinada, queria que eu saísse da estrada para ele passar. Ao que parece, o condutor daquele automóvel estava altamente ansioso e até mesmo furioso. Ocorre que eu estava respeitando os limites de velocidade, mas terminei indo para o acostamento para que o apressado passasse.  
  2. O aparecimento repentino de veículos nas estradas rurais e vicinais,* sem que aqueles motoristas pudessem visualizar adequadamente quem vinha na rodovia principal.
  3. Em uma estrada de terra estreita, uma caminhonete com quatro ocupantes ia bem devagar, onde todos pareciam estar contemplando as chácaras rurais, sem se importarem com quem vinha atrás. Ocorre que o motorista não cedia espaço para que eu ultrapassasse, me ignorando plenamente, apesar de ter apitado algumas vezes. Desta forma, tive que esperar por um bom tempo até chegar à autopista principal (BR).
  4. Motoristas parando o veículo bruscamente no meio da estrada, sem se preocuparem com quem vem atrás.

Enfim, uma série de barbeiragens** que não param nos identificados acima.

O certo é que um grande número de motoristas só pensa neles, não se importando nem um pouco com os outros, evidenciando aquele pensamento doentio e egoísta: “Não estou nem aí para os demais, e eles que se virem”. Pode até parecer forte tal observação, mas afirmo que já verifiquei em demasia tal conjuntura. É evidente que não são todos que assim se portam (graças a Deus), mas o caos do trânsito tem muito a ver com a imprudência e o egoísmo de alguns, que não se importam com a vida alheia. Reconheço um mau motorista rapidamente, apenas pelo defeito do egoísmo, quando só se interessa por si mesmo, deixando outrem em segundo plano.
Até entendo que está muito mais difícil dirigir, sobretudo pela enorme quantidade de veículos. Todavia, também reconheço a existência de muitos que não têm as mínimas condições de conduzir um veículo, seja pelo egoísmo, ansiedade exagerada, ira desmedida, imperícia, consumo de bebidas alcoólicas, pressa em chegar ao destino e outras causas não menos importantes.
Quando o egoísmo dita as regras, a empatia e a preocupação com o semelhante passam longe. É complicado lidar com aqueles que agem na base de “cada um por si”. Não deveria ser assim, mas, infelizmente, muitos pensam dessa forma. Não reconhecem que, ao agirem assim, também trarão efeitos negativos sobre eles. Vivemos numa espécie de conexão, pois o que fazemos de bem ou de mal retornará. Quanto a isso, não tenham a menor dúvida, pois existe a lei da semeadura, onde colheremos o que plantamos. E essa lei se manifestará, mesmo que não acreditem nela.
Como seria bom se todos agissem como Deus, que, muito embora seja inatingível e não precise de ninguém, se importa com cada ser humano. Exemplifico isso com dois versículos bíblicos, os quais projetam este sentimento de afeto e cuidado que o Senhor tem pelo homem, como podemos observar a seguir:
  • 1 Pedro 5:7: "Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”.
  • Lucas 12:7,NVI: Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais!”

Duas demonstrações das muitas do amor de Deus por nós, e que possamos também refletir, e não pensar exclusivamente em nosso bem-estar, pois, quando cuidamos dos outros, estaremos beneficiando uma engrenagem existencial poderosa, altruísta e benéfica.

Assim, ao saímos de casa se faz necessário pedir proteção divina, e em especial, rogar ao SENHOR também que os anjos acampem ao nosso redor, nos protegendo do trânsito caótico, bem como dos motoristas irresponsáveis e egoístas.
 

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*Adjacentes, perimetrais, limítrofes

**Inabilidades, imperícias, incompetências.